A necessidade dos árbitros se manterem actualizados relativamente às alterações e uniformização dos critérios de actuação, de forma a poderem responder de forma satisfatória ao desempenho da sua missão desportiva… foi a principal razão pela qual surgem os Núcleos de aperfeiçoamento  técnico.

A história remota ao ano de 1981, em que um grupo de amigos reunia, sem local próprio, aproveitando a simpatia dos proprietários dos restaurantes onde jantavam, em que de forma «auto organizada» se juntavam e davam assim continuidade a esta actividade.

Assim passa a história do Núcleo de raspão pelo «penico», época de 1983/84, altura em que as reuniões passaram a realizar-se com carácter fixo no restaurante «o penico» próximo da Buraca, levou a que de forma temporária e espontânea o Núcleo se tornasse conhecido pela designação «Núcleo d´ o penico», sendo nessa altura presidente, Moreira Miguel.

Em meados de 1986 em que se transitou para o Restaurante «Ti Lurdes» ao Campo Pequeno, e desta vez presidido por Pinto Correia e António Marçal, o Núcleo ganha novas dimensões ao ser baptizado, dando origem à denominação «Américo Barradas», fase em que ficaram delineadas uma série de questões, entre as quais, a criação de um símbolo ou emblema que caracterizasse o renovado Núcleo, o pagamento de quotização, entre outras.

Já mais organizados (época 1988/89) havia a necessidade de um espaço que proporcionasse alguma privacidade, e foi graças a António Sousa, que nos foi cedida uma sala propriedade da Cooperativa de Habitação Social 25 de Abril, que nos abriu… e fechou portas de rompante.

Surge-nos assim, a Associação Portuguesa de Árbitros, e por intermédio do seu Presidente e nosso elemento, António Ribeiro, abriram-nos as portas das suas instalações na Avª. Almirante Reis em Lisboa, onde fomos ajudados pelo sempre colaborante, Alberto Helder, até ao fim de Maio/1991.

Encontrar novas soluções era agora o principal objectivo…

Foi nessa altura que contactámos o pelouro de Desporto da Câmara Municipal de Lisboa e com uma delegação representada por Vitor Pereira, Antonino Silva, António Sousa e Vitor Correia, manifestámos e confessámos as nossas necessidades. Mais uma vez de forma provisória, foi-nos permitida a utilização das instalações sitas na Rua da Palma (também em Lisboa) no contexto de um intercâmbio que a CML tinha firmado com a Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio. Local esse, onde continuámos a desenvolver o nosso trabalho, e desta vez, e com o mínimo de condições, os nossos objectivos dão lugar à necessidade de aquisição de outros materiais didácticos.

Em 1993, finalmente foi-nos atribuída «personalidade jurídica» que é o Bilhete de Identidade das pessoas colectivas e nos permite de forma legal e como instituição dialogar, participar e receber subsídios de todas e com todas as entidades oficiais.

Escriturada em 12 de Junho de 1995, foi constituída a Associação ainda sediada na Rua da Palma…

De forma mais ou menos duradoura, fomos pulando algumas instalações em busca de uma «casa» que apresentasse melhores condições, passando pela Voz do Operário (próximo da Graça), pela Escola Secundária Luísa de Gusmão, (Rua Penha de França) e pela Associação dos Amigos do Palácio da Justiça (Palácio da Justiça-Rua Marquês da Fronteira), mas sempre visando aquele objectivo que nos nutria … instalações próprias e definitivas.

As conversações com os representantes da C.M.L. foram favoráveis e mais um passo gigantesco é dado ao assentarmos arraiais  na Rua Wanda Ramos, nas Olaias (onde estamos actualmente) em Setembro de 2005.

Cerca de um ano depois e presidido por Agostinho Correia, o Núcleo ganha novo nome, e eis que surge o NAFLisboa (Núcleo de Árbitros de Futebol de Lisboa).

Com uma nova «cara», o Núcleo atinge novas metas ao constituir-se beneficiário, contribuinte e respeitando todos os deveres e obrigações associativas.

Com o entusiasmo dos jovens, a experiência dos maduros, e a esperança sempre renovada dos que acreditam que o futuro está nas nossas mãos, o NAFLisboa é o resultado de experiência, interesse, energia e dedicação de muita gente que por cá tem passado, gente com ideias, ideais e paixão.

Actualmente temos sede e nome condigno, mas como qualquer historial, também este está incompleto. Sempre aberto, portanto, à introdução de novos pormenores que a erosão dos tempos não deixou apagar, e que este escrito fará perdurar.

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